Após dois ataques em 24 horas, Recife volta a monitorar tubarões no litoral
Duas pessoas atacadas por tubarões em Pernambuco recebem alta da UTI As duas pessoas atacadas por tubarões no Grande Recife deixaram a Unidade de Terapia Inte...
Duas pessoas atacadas por tubarões em Pernambuco recebem alta da UTI As duas pessoas atacadas por tubarões no Grande Recife deixaram a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quinta-feira (4). Elas tiveram uma das pernas amputadas e seguem hospitalizadas. Depois de cirurgias e dias em tratamento intensivo, a alta representa um avanço no quadro clínico. A saída da UTI indica que os dois pacientes superaram o momento mais crítico, marcado pela hemorragia. O risco de infecção, no entanto, ainda existe, já que a mordida do animal tem alto potencial de contaminação. Por isso, ambos continuam em observação, fazendo uso de antibióticos, agora na enfermaria. Os dois ataques aconteceram em um intervalo de pouco mais de 24 horas e envolveram tubarões de espécies diferentes. No domingo (1º), um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O ataque ocorreu perto da faixa de areia, e o garoto perdeu a perna esquerda. Nesta quinta-feira (4), ele foi transferido para um hospital particular. Na segunda-feira (2), a perna direita de Marcela Vitória, de 19 anos, foi arrancada por um tubarão-tigre na Praia de Boa Viagem, na capital pernambucana. Segundo testemunhas, ela estava em área rasa, com a água na altura da cintura. Um médico mineiro que estava de férias na região e prestou os primeiros socorros à jovem visitou Marcela no hospital. Em vídeo, ela afirmou que está bem e confiante na recuperação. Recife volta a monitorar tubarões no litoral Globo/ Reprodução Enquanto isso, as autoridades buscam entender o comportamento dos tubarões no litoral do Grande Recife. As pesquisas serão retomadas após 11 anos sem monitoramento contínuo — período em que não se sabia o paradeiro desses animais e em que foram registrados dez ataques. Pesquisadores defendem a necessidade de acompanhar os deslocamentos e hábitos das espécies para entender, por exemplo, se o tubarão-cabeça-chata se aproxima mais da costa durante o inverno ou se os tubarões-tigre têm permanecido por mais tempo na região. No fim da manhã, o Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) se reuniu em caráter de urgência. A proposta é implantar microchips de localização em pelo menos 50 tubarões já no próximo mês. O procedimento consiste na captura temporária dos animais, com técnicas que minimizam o sofrimento, para coleta de dados como sangue, tecido e informações genéticas. Em seguida, é implantado um chip que permite monitorar a localização e identificar áreas de maior risco de incidentes. "Os animais eles são capturados, trazidos ao barco. Eh, tem toda uma ética animal, né, para que esse animal não tenha sofrimento. Então, é muito rápido. Quinze minutinhos eles coletam todos os materiais necessários como sangue, tecido, genética reprodutivo e faz a incisão, a mini cirurgia e coloca o chip", explica Denise Alves. secretária executiva CEMIT. Outra frente de atuação é a conscientização dos banhistas. A orla possuía 150 placas de sinalização alertando para o risco de ataques de tubarão, mas 55 foram retiradas ou danificadas e serão substituídas. Segundo o Cemit, parte das placas foi arrancada por pessoas e outras foram vandalizadas. Além da reposição, o órgão reforça a necessidade de educação ambiental para garantir a preservação da sinalização e a segurança nas praias. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Justiça condena Jairinho e solta mãe de Henry após perdão judicial